Bico-de-Papagaio

BICO-DE-PAPAGAIO
 Nome científico: Euphorbia pulcherrima.
Família: Euphorbiaceae.
Nomes populares: poinsétia, bico-de-papagaio, flor-de-natal, folha-de-sangue, flor-de-páscoa.
Etimologia: o nome poinsétia é derivado do nome do primeiro embaixador dos Estados Unidos no México, Joel Roberts Poinsett.
Origem: México.
Características gerais: planta de porte arbustivo, semi-lenhosa, leitosa, pode atingir até 3 m de altura. As folhas são membranáceas, podendo ser variegadas e decíduas. Esta planta passou por um processo de melhoramento genético, o que permitiu a produção de alguns cultivares. A folhagem pode variar, na textura, no porte e no tamanho. As flores, que na verdade são brácteas, podem ser de coloração vermelha, rosa, amarela ou branca, e variam quanto à forma e textura, de acordo com o cultivar.
Condições de cultivo: devem ser cultivados a pleno sol, em solos férteis, bem drenados, enriquecidos com matéria orgânica e recebendo irrigação periódica.
Propagação: multiplica-se por estaquia.
Usos: muito utilizado em vasos para a decoração de natal. Em jardins, é usado como arbusto isolado ou em conjunto.
Curiosidades: nos Estados Unidos, é considerada um dos símbolos do Natal, e recebe os nomes de Christmas star (estrela-do-natal) ou Christimas flower (flor-do-natal).
Vinda do Sul do México, região de Taxco del Alarcon, a planta era denominada pelos astecas de ‘cuetlaxochitl’. Era utilizada como planta decorativa e para a produção de tintas para fabricação de cosméticos e tingimento de tecidos, além da sua seiva ser utilizada na produção de medicamentos contra a febre. As brácteas esbranquiçadas de poinsétias, ainda hoje, são utilizadas para produção de cremes depilatórios.
A partir do século XVII, a planta começou a ter um significado natalício. Em razão de sua cor vermelho-brilhante e pelo florescimento durante o período das festas natalinas. Frades franciscanos começaram a utilizá-la para decorar uma procissão típica do Natal, conhecida como ‘Festa de Santa Pesebre’. As brácteas vermelhas começaram a ser associadas simbolicamente, pela sua forma, à estrela de Belém.
A poinsétia tem várias histórias e lendas que explicam sua relação com a data natalina. A mais conhecida é uma lenda mexicana, que conta a história de Pepita, uma menina pobre que nada possuía e não sabia o que oferecer ao menino Jesus na noite de Natal. Enquanto caminhava em direção à capela, juntamente com seu primo Pedro, não podendo adquirir uma oferta digna da sua vontade, estava bastante triste. Para consolá-la, Pedro teria dito: Eu tenho certeza, Pepita, que mesmo o mais humilde presente, se for dado com amor verdadeiro, será valioso diante dos olhos de Jesus.
Não sabendo o que fazer, Pepita dirigiu-se à beira da estrada e foi colhendo ramos de folhagens comuns e arrumando-as na forma de um ramalhete. Ao olhar aquele amontoado de mato que iria levar como presente ao menino Jesus, sentiu-se ainda mais triste. Enxugou as lágrimas ao entrar na capela do pequeno vilarejo. Ao se aproximar do altar, lembrou-se das palavras do seu primo Pedro e encheu seu espírito de amor, e tenta, no entanto, oferecer os pálidos ramos com todo o amor da sua alma ao colocar os ramos ao pé do presépio. De repente, as folhagens verdes foram se transformando em flores de coloração vermelha e todos que ali estavam tiveram a certeza de estar assistindo a um milagre. A partir daquele dia, aquelas flores vermelhas ficaram conhecidas como ‘Flores de Noche Buena’, e florescem a cada ano durante a época do Natal.
Significados: significa ‘a mais bela’.
Engenheira Agrônoma, MSc. Márcia de Nazaré Oliveira Ribeiro
Engenheira Agrônoma, DSc. Patrícia Duarte de Oliveira Paiva
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